Voltando às primeiras versões desse mesmo blog que hoje escrevo, numa tentativa de resgatar esse passatempo que deixei adormecido por alguns motivos, dentre eles, a minha falta de confiança em mim mesmo (e eu nem sabia que era essa a razão), que é um assunto que pretendo abordar ao longo de alguns posts… Mas, voltando, eu geralmente começava os posts desta forma:
“Quem passou por muitos sofrimentos encontra prazer até mesmo em recordá-los.” – Odisseia de Homero
Muitos deles eram questões de saúde mesmo, algumas doenças que, com a ajuda de médicos e muita misericórdia divina, eu consegui transpor esses obstáculos. E o mais engraçado de tudo isso é que, às vezes, eu me pego tentando lembrar como foi aquele momento em que eu estava naquela situação desesperadora, ou então de preocupação, e, em alguns momentos, eu consigo me enxergar em lapsos daquele momento que me trazem uma certa nostalgia. Chega até a amenizar todo aquele momento crítico, como alguém que conta uma história e eu era o narrador e, com ternura, narra momentos do personagem principal que, pressupõe-se, tanto ama (penso que todo escritor ama seus personagens, os principais muito mais).
É interessante como um livro centenário é capaz de conversar tanto com o nosso interior. Talvez seja porque o homem pouco mudou no seu íntimo desde centenas de anos atrás, quando começaram a se organizar em sociedade.
Eu tinha pensado em continuar esse post, mas acabei rendido pelo cansaço de algo que ainda não sei dizer do quê ou por quê. Mas o que eu lembro que gostaria de dizer ao final do post era que o livro narra a trajetória de um homem em busca de si mesmo, e a Ilíada seria possivelmente esse encontro, e logo com todos os personagens da vida de Homero que ele amava.
Ps.: Eu sou muito apegado a passagens de livros, excertos. É interessante que, quando estou lendo algo, posso ler um livro inteiro e nada pode acontecer, mas também acontece de ler algo simples e, lá está, algo acendeu na minha mente. E, de fato, eu tenho minhas predileções. Tento anotar todos esses estalos de forma imediata. E, vez ou outra, eu revisito e sinto o mesmo estalo de sempre. Engraçado, né!?
Ps. 2: Vou tentar anexar alguma música ou álbum que eu esteja ouvindo. Nos últimos 2 anos, eu desenvolvi um gosto pelas miniplaylists. Crio algumas com o intuito de revisitar aquele sentimento que eu estava sentindo quando criei aquele pequeno conjunto de músicas, no máximo 5 músicas. E funciona. Recomendo!
Vou deixar a playlist com as músicas por escrito, não quero adicionar nenhum player.
Coletei algumas músicas durante dirigia monotamente meu carro de volta pra “minha casa” em outro estado, longe dos meus pais e irmão.
Purple – Hollow Coves
The Way I Am – Ingrid Michaelson
What More Can I Do – Jack Savoretti
Woman in Chans – Tears For Fears, Oleta Adams